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Meu nome é Gal!

Nesse 9/11/2022 nossa querida Gal Costa nos deixou. E não só ela: o grande artista Rolando Boldrin resolveu acompanhá-la. A música e a cultura brasileira perdem dois de seus grandes nomes. Boldrin faz parte das minhas manhãs de domingo. Já há alguns anos não perco um programa sequer do Sr. Brasil, que passa aos domingos ás 9hs na TV Cultura. Mas hoje eu quero mesmo é falar da Gal.


A Gal surge no contexto dos Festivais de Música promovidos pelas emissoras de televisão que incendiaram o Brasil na década de 60 (pra conhecer melhor, leia o livro abaixo).


Ela chega a São Paulo junto com seus amigos de profissão Caetano Veloso e Gilberto Gil pra com eles liderar o importante movimento que iria sacudir a música brasileira poucos anos depois, a Tropicália.

O disco Tropicália é lançado em julho de 1968 e nele Gal brilha com a música "Baby", uma curiosa (e linda) marchinha em 3/4 composta especialmente pra ela por Caetano, e que veio a se tornar um dos seus maiores sucessos. Gal e Caetano já haviam lançados seu primeiro álbum juntos, por exigência da gravadora que achou melhor não apostar tanto em dois artistas novatos. Trata-se de "Domingo", um disco impregnado pela bossa nova de João Gilberto com belíssimos arranjos de Dori Caymmi, que começava a se destacar como arranjador (para maiores informações sobre o Dori, leia a minha dissertação de mestrado => https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/376274 ).


Bom, mas o resto é história e na verdade meu intuito nesse post é sugerir alguns trabalhos da Gal Costa que acho maravilhosos! Não tenho pretensão de fazer um ranking ou nada disso, mas apenas guiá-los por algumas obras dessa grande artista:



Cantar (1974)


Disco lindo, com produção e arranjos de Caetano Veloso e Perinho Albuquerque , com muitas composições (e também arranjos) de João Donato. Destaque para a interpretação incomparável! de "Barato Total", composição de Gilberto Gil.











Gal Canta Caymmi (1976)


Gal cantando Caymmi? Tem como não ser bom?? Mais uma vez os arranjos divididos entre João Donato e Perinho Albuquerque, numa vibe parecida com "Cantar". Destaque pra "Só Louco", numa versão talvez ainda mais linda que a original.











Água Viva (1978)



Gal começa a se tornar realmente popular. A versão de "Folhetim" de Chico Buarque é um marco, fazendo um sucesso arrebatador.













"Fantasia" (1981)



Esse disco dá início (na minha opinião!) à fase mais brilhante da cantora. Repertório impecável, arranjos refinados, interpretação perfeita e ainda por cima com sucesso de público. O disco tem a produção de Mariozinho Rocha e nele Gal faz uma guinada em direção a uma sonoridade um pouco mais pop. Foi um disco que vendeu bastante, mas sem em nenhum momento abrir mão da qualidade.

"Meu bem, meu mal", "Acaí" e "Festa do Interior" tocam até hoje nas rádios.





"Minha Voz" (1982)


Como diz o dito popular, "em que time que está ganhando não se mexe" e Gal segue isso à risca no disco seguinte, repetindo a fórmula bem sucedida do disco anterior, gravando novamente canções de Caetano ("Dom de Iludir"), Djavan ("Azul") e um frevo ("Pegando Fogo").










"Acústico MTV" (1997)


Tá eu sei o que vocês vão dizer, mas eu acho esse disco demais. Na época ainda estava pela Unicamp, o baixista do disco, Jorge Oscar, foi um dos meus professores. O disco foi produzido por Mazzola e tem lindos arranjos. Esse show teve muitas participações especiais, incluindo Luiz Melodia e Zeca Baleiro, que teve sua carreira bastante impulsionada por causa dessa aparição, além de gente do universo pop como Hebert Vianna e Frejat. Infelizmente o disco não está disponível em streaming.



Bom, por hoje é isso. Inauguro aqui a seção de Blogs do meu site. Espero que gostem. Escrevam nos comentários qual o seu disco favorito da Gal!


Até breve!

 
 
 

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